quarta-feira, 25 de junho de 2008
HISTÓRIA DO CAFÉ
A partir de então a fama daquele precioso fruto espalhou-se pelo Norte da África e chegou ao mundo árabe. A proibição de bebidas alcoólicas pela religião muçulmana ajudou na difusão do café, que passou a ser consumido por todos. No século XVI o café já havia chegado a Istambul. O Cairo era, então, o maior mercado de distribuição do produto.
Embora os árabes tenha tomado certas medidas para manter o monopólio da produção do café - só permitindo a exportação de frutos previamente fervidos, para evitar que germinassem em outras terras -, os holandeses conseguiram contrabandear frutos frescos para suas colônias asiáticas (Java, Ceilão e Sumatra) e posteriormente para as Antilhas Holandesas, na América Central.
Graças aos holandeses e o site da Cafexpresso.com do Brasil, o café começou a ser conhecido no mundo. Levado para a Europa, foi consumido inicialmente como uma panacéia para vários males. Só a partir do século XVII passou a ser adotado como bebida. Na Itália sofreu forte pressão de cristãos fanáticos que a consideravam uma invenção de Satanás. Mas o Papa Clemente VIII provou a bebida, gostou e a abençoou, pondo por terra os planos da ala radical da Igreja Católica.
A partir da benção papal, o café proliferou pela península italiana e ganhou a Europa. Na França, reis e nobres renderam-se ao sabor da rubiácea. O café passou a ser conhecido nos Estados Unidos em meados do século XVII. Dominada pelos holandeses, Nova York - então conhecida como Nova Amsterdam foi o ponto de entrada do café naquele país.
O produto só chegou ao Brasil em 1727, trazido da Guiana Francesa pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que havia sido enviado àquele país para conseguir mudas da planta. Cultivado inicialmente nas províncias do Norte do país, a produção do café só começou a se expandir a partir do momento em que chegou ao Rio de Janeiro. Através do Vale do Paraíba, a rubiácea chegou a São Paulo. O clima e as térreas férteis da região transformaram o Brasil no maior produtor mundial do produto no final do século XIX. A influência do café na cultura brasileira pode ser observado de uma forma bem marcante: nossas moedas e brasões invariavelmente apresentam ilustrações da rubiácea, que produziu muitas riquezas e tem estimulado o desenvolvimento econômico do país até hoje.
IRISH COFFEE

Irish coffee (ou café irlandês) é uma bebida a base de café, uísque irlandês, açúcar e chantilly.
O drinque foi inventado no porto de Foynes por seu chef Joseph Sheridan na década de 1940 (Foynes foi o precursor do aeroporto de Shannon no oeste da Irlanda)[1]. A bebida servia para aquecer os passageiros dos flying boats que chegavam da América do Norte pelo Atlântico.
Segundo a lenda, sua criação se deu em um dia no qual um vôo partindo de Foynes teve que voltar devido às péssimas condições climáticas, e o restaurante foi avisado para ter comidas e bebidas prontas para o retorno. Sheridan tinha café pronto e resolveu adicionar algo para estimular os passageiros – uma quantidade pequena de uísque. Um passageiro estadunidense perguntou "Isto é café brasileiro?" ao qual Joe respondeu, "Não, é café irlandês!"
Desde então, diferentes versões da bebida surgiram, como o kentucky coffee que substitui o uísque irlandês por uísque bourbon. Outra variação comum consiste em adicionar Baileys ao invés do uísque.
- O café deve ser preparado normalmente, de preferência usando-se uma prensa francesa (french press ou cafetière);
- O uísque e o açúcar são adicionados e misturados com o café. O açúcar ajuda a evitar que o creme se misture às bases, quando utilizado no lugar do chantilly;
- Um pouco de chantilly é colocado por cima — usa-se a parte posterior de uma colher para evitar a mistura quando substituído por creme com consistência mais líqüida.
O chantilly (ou o creme) deve permanecer como uma fase distinta do corpo da bebida, com uma aparência semelhante ao de uma cerveja Guinness.
BARISTA

Barista é o profissional especializado em cafés de alta qualidade (cafés especiais), cujo principal objetivo é alcançar a "xícara perfeita". Também trabalha criando novos drinks baseados em café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, entre outros.
Deve ser profundo conhecedor de todas as fases da vida do café, desde o cultivo da planta, etapas de processamento e beneficiamento do Grão, processos de torra e moagem, além, é claro, dos detalhes processos de extração da bebida, seja em máquinas de espresso ou em outros métodos de preparo.
Em São Paulo, desde 2007 se comemora o Dia do Barista no mesmo dia em que se comemora o Dia Nacional do Café, em 24 de Maio.
Origem do termo
Barista (no plural, baristi [masculino] e bariste [feminino]) em italiano refere-se a qualquer atendente de um bar.
No resto do mundo a designação de barista passou a ser usada para os profissionais que atingiram um nível superior de conhecimento no preparo de bebidas. É o equivalente ao sommelier do vinho, para o mundo do café; um profissional altamente habilidoso, capaz de identificar os mais diversos matizes e variações na degustação da bebida final, preparar a bebida corretamente nas mais variadas formas de preparo, além de ser capaz de desenvolver cartas de drinks próprios.
LATTÈ ART

Latte art ou coffee art são termos que se referem às figuras feitas, por um barista, na superfície de bebidas feitas à base de café expresso. Estas figuras são, geralmente, feitas utilizando-se um dos dois métodos existentes, ou, algumas vezes, combinando-os.
O primeiro método é a manipulação do fluxo de leite de uma jarra para dentro do café expresso (conhecido como "free pour latte art"). O segundo consiste em desenhar as figuras com uma ferramenta (conhecida como etching - gravador, marcador), utilizando-se um estêncil, pó e espuma de leite. A Latte art é mais comumente feita em latte (bebida feita de leite ou chocolate, com bastante espuma), apesar de também ser feita em cappuccino, caffe mocha (também conhecido como mocaccino), ou mesmo em espresso macchiato (manchado - bebida feita de café com um leve toque de leite ou espuma de leite).
Como a popularidade das bebidas feitas em espresso tem aumentado, a arte de desenhar em café também tem crescido. Com o crescimento da popularidade da latte art, algumas competições têm aparecido, ao redor do mundo, para que os baristas possam mostrar suas habilidades.
A Latte art é considerada, por muitos consumidores de café, o toque final, a coroação de uma primorosa bebida feita à base de espresso. Em função de seu impacto visual e a crescente importância da latte art nos Cafes pelo mundo, há uma preocupação de nunca deixar o sabor ficar em segundo plano. Nas competições e reuniões de baristas, os praticantes da latte art são sempre encorajados a priorizarem a atenção à qualidade do espresso e do leite, antes de pensarem em como será feita a arte visual.
.TUDO COMEÇA NA LAVOURA
CAFÉS VERDES
Grãos verdes, na sua maioria com certificação de origem, e que se enquadram na classificação adotada internacionalmente como Cafés Especiais. Os Cafés Especiais diferem dos cafés comerciais pelos critérios mais rígidos de classificação física e sensorial. Nenhum defeito grave é admitido. Conhecer a origem do grão é fundamental. Todos os lotes são certificados por entidades notórioas e idôneas. Na foto um café peneira 17/18 e ao lado, o raro grão moca ou "peaberry".
O CAFÉ CEREJA
Obrigatoriamente, para que um café seja qualificado como especial, os frutos tem que ser colhidos todos maduros. A contaminação de frutos verdes, traz adstringência e azedume à bebida. A colheita de um café especial tem que ser criteriosa, por isso chama-se colheita seletiva, ou seja seleciona-se somente grãos maduros, diferentemente da derriça, onde todos os grãos são misturados.
BOURBON E OUTROS VARIETAIS
Atualmente, no mundo dos cafés especiais, já se fala em desenvolvimento de variedades que melhorem as características de aroma e sabor à bebida. No passado, as variedades eram desenvolvidas somente com o objetivo no aumento de produtividade. Uma das variedades que mais atributos acrescenta à bebida, é o Bourbon, que tanto pode ser vermelho ou amarelo. Outros varietais também cultivados são: Mundo Novo, Catuaí, Catucaí, Icatú entre outros.
O CEREJA DESCASCADO E O DESMUCILADO
Um dos processos que garante 100% de qualidade ao café, é o descascamento do grão após ser colhido maduro. Neste processo, a casca é retirada antes do processo de secagem, encurtando o período no terreirão, e também separando os verdes que eventualmente foram colhidos junto. No café desmucilado, a polpa ou mucilagem também é retirada, por processo mecânico ou em tanques de fermentação. Nos CD's podemos perceber melhor as notas florais e frutadas. Os desmucilados proporcionam uma bebida limpa com acidez marcante.
O CAFÉ NATURAL OU "LATE HARVEST"
Neste processo, o café colhido maduro é seco com a casca e a polpa. Assim os açúcares tem tempo para migrarem até a semente durante todo o processo de secagem. É produzido em regiões como o Cerrado Mineiro, onde o regime de chuvas é mais regular e permite secagem perfeita. Em outras regiões também se encontram excelentes naturais, como Sul de Minas e Mogiana. Também chamado de "late harvest" ou colheita tardia como nos vinhos de sobremesa.
OS SINGLE ORIGINS
Cada região confere ao café características de aroma e sabor muito particulares, devido ao "terroir". Apreciar as características mais marcantes de cada "single", pode tornar a degustação des cafés muito rica e agradável. Podemos variar de um café leve, aromático com notas florais ou cítricas, para um café de grande corpo, que lembre caramelo, cacau, chocolate ou baunilha.
CUPPING
Existe metodologia própria para se fazer a avaliação dos cafés. Torra-se, com ponto de torra leve, 9 gramas de café e coloca-se numa xícara própria. O provador avalia as nuances de aroma do pó antes e depois de colocar a água. Com auxílio de uma colher, aspira o líquido e faz a avaliação da qualidade da bebida. As anotações são feitas em formulário próprio, com o mostrado ao lado. Um café especial deve ter nota acima de 80. Um café para competir em concurso de qualidade, deve ficar próximo de 90.
AROMAS E SABORES
Da mesma forma como no mundo dos vinhos, os cafés tem uma grande amplitude de aromas e sabores. Ao lado, temos a representação de grupos e sub-grupos de sabores e aromas encontrados nos cafés. Este esquema auxilia provadores a qualificar os diferentes tipos de cafés.
O VERDADEIRO ESPRESSO ITALIANO
O instituto Espresso Italiano, tem como principal objetivo a salvaguarda e promoção do verdadeiro espresso italiano. Para garantir que os consumidores tenham certeza que estão tomando um "espresso", o instituto desenvolveu uma série de especificações técnicas, que são a base da certificação de blends, máquinas, moinhos e também de baristas. Dentro do espírito do Espresso Italiano, o café para um espresso deve ser um blend: " Espresso Italiano é obtido, por definição e pela tradição, atravéz de um blend de cafés de diferentes origens. Esta é a unica maneira de se obter um aroma rico e agradável e um corpo aveludado." O Instituto ainda complementa: "A diferença entre o Espresso Italiano e a preparação obtida com o uso dos mesmos métodos, mas com um café single, é a mesma diferença que encontramos na música, entre uma sinfonia e um solo. Não se pode antecipar qual nos daria mais prazer, mas certamente são diferentes".
CAPPUCCINO

Na Itália, o cappuccino é consumido geralmente pela manhã, como parte do café-da-manhã, apesar de não ser incomum ver os italianos bebendo-o durante o dia - não acompanhando uma refeição. Nos outros países é consumido durante o dia ou após o jantar.
O termo cappuccino é do século XVI e tem sua origem nos frades pertencentes a um ramo da ordem franciscana, já em 1905 que a bebida "cappuccio" deriva de capuz (do latim cappa), pois assim os frades franciscanos são chamados devido ao capuz que trazem preso ao hábito, e o nome da bebida deve-se a sua cor, que lembra a do hábito dos frades capuchinhos.
Além da qualidade do café expresso, o elemento mais importante para a preparação do cappuccino é a textura e temperatura do leite. Quando um barista vaporiza o leite para o cappuccino, cria uma "microespuma" ao introduzir pequenas bolhas de ar no leite, conferindo a ele uma textura aveludada, cremosa e brilhante, sem no entanto deixá-lo com bolhas na superfície (removidas após a vaporização, ao bater a leiteira em uma superfície sólida).

CAFÉ ESPRESSO

Uma definição mais qualitativa do café expresso inclui uma maior consistência que o café coado (conhecido como café de saco em Portugal), uma quantidade maior de sólidos dissolvidos por volume e sua medida geralmente realizada em "shots". O espresso é quimicamente complexo e volátil e muitos de seus componentes químicos se perdem por meio da oxidação ou perda de temperatura.
Um café expresso bem tirado possui três partes principais: coração, corpo e crema – sua característica mais marcante – uma espuma de cor semelhante ao caramelo-escuro que permanece sobre a superfície do espresso. É composta por óleos vegetais, proteínas e açúcares.
Como resultado do processo de extração sob alta pressão, todos os sabores e substâncias em uma xícara (o termo chávena é mais usual em Portugal) de café expresso estão concentrados. Algumas pessoas preferem um shot (ou dose) de café em vez de uma xícara (ou chávena) maior em que estes elementos estão mais diluídos. Também devido à sua concentração de ingredientes, o café expresso é muito utilizado como ingrediente em outras bebidas à base de café, como caffellatte e cappuccino.
Variações
Pedir um café na Itália (un caffè), assim como em vários países da Europa, é entendido como pedir um espresso.
Em Portugal quando se pede um café é-se servido com um café expresso, termo que não é usado correntemente. Em Lisboa o termo tradicional para designar o espresso é bica, como referência à bica da máquina de fazer o café expresso, por oposição ao café de saco (café coado) que tem vindo a cair em desuso. Por outro lado, no Porto é costume pedir um cimbalino, como referência à La Cimbali, uma popular marca de máquinas de fazer espresso.
Espressos
Caffè espresso: o termo formal italiano. Na maioria dos países, apenas espresso, 30 ml extraído em aproximadamente 25 segundos. Em Portugal diz-se simplesmente café.
Ristretto (curto): com menos volume e água, conseqüentemente um sabor mais puro e forte, 10-20 ml. Em Portugal diz-se simplesmente café curto.
Lungo (longo): mais água (quase o dobro) passa pelo café moído, resultando em um sabor mais fraco, 40 ml. Em Portugal diz-se simplesmente café comprido.
Doppio (duplo): dois shots de espresso em uma xícara (ou chávena), aprox. 60 ml.
Caffè macchiato (marcado): uma pequena quantidade de espuma de leite vaporizado sobre um espresso; ordem invertida no Starbucks e outras cafeterias para outros tipos de macchiatos, com espresso adicionado a uma grande quantidade de leite vaporizado.
Cappuccino: tradicionalmente, uma bebida com 1/3 espresso, 1/3 leite vaporizado e 1/3 de espuma de leite vaporizado mas em alguns lugares do mundo se acrescenta um pouco de pó de chocolate e/ou canela.
Latte: abreviação de caffè latte, ou café com leite, bebida baseada no espresso com uma quantidade igual de leite vaporizado, com pouca ou nenhuma espuma de leite vaporizado. Em Portugal diz-se meia de leite ou galão (maior do que a meia de leite e servido em copo).
Flat White: bebida de café muito popular na Austrália e Nova Zelândia, feito com 1/3 de espresso e 2/3 de leite vaporizado.
Cortado: espresso "cortado" com uma pequena quantidade de leite quente para reduzir a acidez. Em Portugal diz-se pingo (no Porto) ou garoto (em Lisboa).
Mocha: um latte com chocolate.
Affogato (afogado): servido sobre sorvete.
Espressos com água
Americano: diluído com água quente, semelhante ao café coado (ou café de saco), geralmente fraco (maior proporção de água).
Long Black: espresso e água quente em partes iguais.
Cafè Tobio: dois shots de espresso com uma quantidade igual de café "americano".
Café carioca ou carioca de café: variação popular no Brasil e em Portugal respectivamente, filtrado ou coado (muitas vezes servido adoçado com açúcar ou adoçante), forte (menor proporção de água), o "cafezinho" brasileiro.
Outros
Corretto: com adição de licor.
Cubano: com adição de açúcar ao pó de espresso durante a extração.

